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  • Colo Cumaru

O Colo de Cumaru traz uma dica de leitura para vocês: “Os Cinco Convites convites - Descobrindo o que a morte pode nos ensinar sobre viver plenamente”, de Frank Ostaseski.


Frank nos convida a refletir com delicadeza e honestidade sobre a morte, tema, ainda hoje, tabu em nossa sociedade.


Saiba quais são os cinco convites no vídeo que a Elizangela Rubia, do Colo de Cumaru, preparou para vocês.

 


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  • Colo Cumaru

Durante a gravidez ou perda gestacional é preciso cuidar dos homens.


No nascimento de um filho, os protagonistas costumam ser o binômio mamãe e bebê. Habitualmente, o pai, personagem tão importante quanto os demais, tem menos atenção.


É comum na rede de serviços saúde perinatais não se dedicar atenção aos homens que acompanham o processo gestacional. Em consultas ou exames de rotina, a atenção está sempre na mãe e no bebê. Os pais ou companheiros, quase nunca são questionados sobre como estão se sentindo. Quando o processo gravidez transcorre sem problemas isso parece irrelevante, mas não é. E, quando, no transcurso da gravidez, intercorrências acontecem?


Como médica ginecologista e obstetra foram muitas as situações que vivenciei, vendo a dor dos desses homens ignorada. Quando tudo corre bem, as celebrações mãe e bebê são as estrelas. Mas quando situações delicadas acontecem, a invisibilização da figura masculina se acentua.


De situações rotineiras às mais delicadas, tenho muitas estórias gravadas em minha memória. Lembro-me de casos extremos, de perdas, de abortamentos, em que vi nos olhos masculinos o mais doloroso abandono. Saindo da sala de cirurgia, o que comumente se vê é a preocupação legítima de todos – amigos, familiares e do próprio companheiro – com as mães, que perdem seu filho.


Mas e a dor desses homens que também estão tendo uma perda? O que lhes é permitido expressar? Eles podem, pelo menos, chorar copiosamente? Falar em autocuidado para eles é inimaginável.


A dor e o luto de homens precisam ser cuidados
Foto: K. Mitch Hodge (Unsplash)

Ao longo dos anos, vi homens escondidos pelos cantos de hospitais, enxugando as lágrimas que se furtavam a sair. Esperavam por alguém que lhes abrisse o espaço de escuta para que pudessem manifestar a dor e a tristeza da perda de seu filho. Eles também se enlutam.


Dar colo e cuidar


Dores não escolhem pai ou mãe em um processo de perda. Chegam sangrando em quem tem coração.


É preciso ter a atenção e o cuidado voltados para todos aqueles que estão envolvidos em situações de sofrimento emocional agudo. Assim como as mães, os pais também podem sofrer de depressão pós-parto, “ficar em frangalhos”, mesmo demonstrando ser “uma pedra de gelo”.


Como profissionais de saúde, médicos, enfermeiros, técnicos podemos desenvolver um olhar mais atento e uma escuta compassiva para as mães, sem nos esquecer desses pais, treinados para não demonstrar sentimentos. E assim, ser o colo que acolhe.


Ao acolher essas famílias, devemos estar atentos para as nossas dores porque somos impactados emocionalmente em cada situação vivida também. O autocuidado é essencial. Buscar um colo que nos acolha é um ótimo caminho.


Andrea Nancy Pontes Gomes

Aquela que dá colo

Médica ginecologista e obstetra. Homeopata. Doula da morte.

Formação de Doula com AmorTser. Mortal.


Veja como você pode usar a música como ferramenta de autocuidado.


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  • Colo Cumaru

Um minuto pode fazer a diferença na rotina de autocuidado



Um minuto de meditação faz a diferença na rotina de autocuidado
Foto: Tsvetoslav Hristov (Unsplash)


É comum ouvir que a rotina diária agitada não deixa tempo para o autocuidado. Até mesmo pessoas que estão em teletrabalho encontram dificuldades para abrir espaço em sua agenda para cuidar de si.


São várias as ações que cada pessoa pode tomar para promover a melhor qualidade de vida para si mesmo. As orientações de especialistas nas suas diversas áreas de atuação sempre reforçam a necessidade:

  • da prática regular de exercícios;

  • da alimentação saudável;

  • do cultivo da espiritualidade;

  • de uma boa noite de sono;

  • de manter a atividade social prazerosa,

  • de meditação, entre outras.


De todas as orientações acima, a meditação talvez seja uma das atividades mais difíceis para nós, ocidentais, mas a maior dificuldade está em começar. Meditar não exige experiência anterior, requer treino, dedicação e, principalmente, vontade de iniciar.


Os benefícios da meditação são muitos e já difundidos: reduz o estresse; controla a ansiedade; melhora a memória; desenvolve o foco nas atividades; melhora a qualidade do sono. Meditar também ajudar a ter uma maior percepção sobre a nossa mente, sobre o momento presente.


Um minuto para meditar


Conscientes da importância do autocuidado e da potência da meditação, pode-se iniciar devagar. Circula há alguns anos no Youtube, o vídeo da empresa norte-americana One Moment Company, que mostra como meditar em um minuto. É possível ver que esse minuto pode fazer a diferença em muitas situações. Em um minuto, você para, respira e muda o estado mental de forma rápida.





Quantas vezes, ao longo de um dia, essa técnica pode ser utilizada? O vídeo apresenta algumas situações, chamadas de “minuto portátil”, nas quais esse minuto pode ser útil como em filas longas ou reuniões cansativas, por exemplo. Autocuidado na prática.


Cuidadores profissionais ou não profissionais e profissionais da saúde podem se apropriar do “minuto portátil” ou “minuto de emergência” diante de situações desgastantes. Não é difícil imaginar quantas vezes em uma manhã de trabalho, fatos que exigem uma atenção maior ou que causem um desgaste emocional ocorram com essas pessoas. Parar para meditar por um minuto pode trazer de volta o equilíbrio a paz interior necessário seguir adiante.



 

Alguns aplicativos com várias opções de meditação:

. Calm

. Headspace

. Insigth Timer

. Lojong

. Meditopia


 

Juliana Toscano

Aquela que dá colo

Jornalista

PaliAtivista

Sentinela – Guardiã de Fim de Vida



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